Eduardo Paes fala em vergonha do RJ e aponta crise institucional
O pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro e ex-prefeito da capital, Eduardo Paes, intensificou o tom das críticas à situação do estado durante agenda neste sábado (25), em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Em encontro com lideranças políticas, ele abordou temas como segurança pública, educação, crise institucional e a imagem do Rio no cenário nacional.
Durante a fala, Paes afirmou que o Rio enfrenta uma crise profunda, com impactos diretos em áreas essenciais. “Os problemas de gestão têm impactado diretamente áreas essenciais como a educação e a segurança pública”, declarou.
Ao citar a realidade local, ele destacou: “O Estado do Rio está entre os mais violentos do Brasil”. Este cenário, segundo ele, se espalha por todas os municípios e prejudica a economia e empregos.
O ex-prefeito também atribuiu a crise a um ciclo prolongado de gestão. “Quem está no poder há oito anos destruiu o estado”, afirmou. Em outro momento, reforçou o diagnóstico político: “Hoje, quem governa o estado é um desembargador”, disse, em referência ao cenário institucional atual.
Comparação com o Espírito Santo
Paes também citou o ex-governador Paulo Hartung como exemplo de recuperação administrativa, quando em passado recente o Espirito Santo passava por uma crise semelhante, inclusive com o presidente da Assembleia local preso. “No auge da descrença, o Paulo Hartung mostrou que é possível fazer e prestar serviço público com qualidade. A política se renova, a segurança pública volta e o poder institucional se restabelece”, afirmou.
Segundo ele, o caso do Espírito Santo demonstra que mudanças são possíveis mesmo em cenários adversos.
Crise institucional e imagem do estado
O pré-candidato fez críticas ao ambiente político e institucional do Rio. “A política institucional é a mãe de todas as crises”, disse. Ele também comentou o impacto desse cenário na imagem do estado. “A origem de tudo isso é a imagem que o Rio de Janeiro está passando para o Brasil. Ficamos com vergonha de ser fluminense”, declarou.
Paes ainda afirmou que o estado atravessa um momento de fragilidade política. “Hoje não temos mais um governo com legitimidade para conduzir a política no estado”, disse.
Ao comentar disputas judiciais envolvendo o cenário político, ele acrescentou: “Não é culpa do meu partido entrar com ações no Supremo Tribunal Federal por esse momento ruim do estado”.
Educação, saúde e indicadores
No campo social, o ex-prefeito citou indicadores para reforçar as críticas. “Hoje o estado tem o pior IDEB do Brasil, na verdade somos o penúltimo, atrás somente do Rio Grande do Norte, desculpe ”, afirmou.
Ele também classificou a situação dos serviços públicos como crítica. “É uma tragédia na saúde, na educação”, disse.
Agenda política no interior
A reunião em Itaperuna foi realizada no Hotel Caiçara e reuniu, em sua maioria, representantes da oposição local. O evento chegou a ter o local alterado após declarações do ex-governador Anthony Garotinho, adversário político de Paes.
Após o encontro, o pré-candidato manteve compromissos reservados com um grupo restrito. Há relatos de que ele participou de um almoço em local não divulgado.
Ainda no mesmo dia, Paes seguiu para Bom Jesus do Itabapoana, dando continuidade à agenda pelo interior do estado, em meio à articulação política para as eleições.
Fonte: Agenda do Poder
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