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Julgamento de acusados de espancar capoeirista em Itaperuna é novamente adiado após quase 12 anos

Quase 12 anos após Marcos Hiroyuki Iwata ter sido brutalmente agredido na saída de uma boate em Itaperuna, a família voltou às redes sociais para cobrar justiça. O julgamento dos acusados, que segundo os familiares já havia sido marcado outras vezes, foi novamente adiado.

Em uma publicação feita pela filha de Marcos, a família afirma que já se passaram 11 anos, 10 meses e 7 dias desde o episódio. Segundo o relato, o caso foi levado ao Tribunal do Júri como tentativa de homicídio e o julgamento já teria sido marcado três vezes. Com o novo adiamento, a família afirma que terá de esperar mais sete meses.

O caso ganhou repercussão regional em 2014. Na ocasião, Marcos Hiroyuki Iwata, então com 34 anos, foi agredido por cerca de dez homens na saída de uma boate em Itaperuna. Ele sofreu traumatismo craniano e chegou a ficar em estado considerado gravíssimo.

Após a agressão, Marcos foi socorrido e encaminhado ao Hospital São José do Avaí, em Itaperuna. À época, reportagem do G1 informou que ele chegou consciente à unidade, mas seu estado de saúde piorou, sendo necessário mantê-lo sedado. O médico responsável também informou que a principal lesão havia atingido o lado esquerdo do cérebro.

Segundo relatos divulgados na época, a confusão teria começado depois que Marcos tentou ajudar o irmão, que estava sendo abordado por um grupo de homens na saída da boate. Em seguida, ele teria sido agredido por diversas pessoas.

Agora, quase 12 anos depois, a família voltou a expor a demora para o julgamento do caso e também publicou trechos de documentos relacionados às investigações realizadas após o episódio.

Em uma das publicações, a filha de Marcos mostra parte de um termo de declaração de fevereiro de 2015. No documento divulgado, uma testemunha relata ter sido procurada durante o carnaval em Tombos, Minas Gerais, por uma pessoa que teria participado da confusão. A família afirma que o episódio representaria uma tentativa de coagir testemunhas.

Os familiares também afirmam que, após um dos adiamentos anteriores do júri, réus teriam realizado um churrasco e soltado fogos. As informações foram apresentadas pela família nas redes sociais e fazem parte das manifestações públicas feitas em meio à cobrança pela realização do julgamento.

Em outra publicação, a filha de Marcos resumiu o sentimento da família diante da espera.

“Enquanto eles comemoram, nós continuamos esperando por justiça.”

Para a família, o novo adiamento aumenta ainda mais uma espera que já se aproxima de 12 anos desde a agressão ocorrida em Itaperuna.

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