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Fernanda Sixel destaca políticas públicas de Niterói no enfrentamento à violência contra a mulher

Durante entrevista ao programa Conversas com Hildergard Angel, da TV 247, Fernanda Sixel afirmou que Niterói registrou feminicídio zero entre fevereiro de 2025 e março de 2026, resultado que, segundo ela, está relacionado à continuidade de políticas públicas voltadas à prevenção, acolhimento e autonomia econômica de mulheres em situação de violência.

Segundo Fernanda, a estrutura começou a ser construída em 2003, com a criação da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, antes mesmo da promulgação da Lei Maria da Penha.

Entre os serviços citados estão o centro especializado de atendimento à mulher, núcleos de acolhimento, Sala Lilás, programa Guardiãs Maria da Penha e o aplicativo SOS Mulher. De acordo com a coordenadora, a atuação da rede busca ir além do atendimento após a agressão, com foco também na prevenção.

A gestora destacou ainda ações desenvolvidas nas escolas, em parceria com a Guarda Municipal, com objetivo de promover educação e mudança cultural no enfrentamento à violência de gênero.

Outro ponto apresentado foi o auxílio financeiro oferecido pelo município a mulheres acompanhadas pela rede de proteção. O benefício corresponde a um salário mínimo por mês, inicialmente por seis meses, com possibilidade de renovação por mais seis, vinculado à participação em atendimentos psicológicos, rodas terapêuticas, capacitação e ações de empregabilidade.

Segundo Fernanda, mais de 600 mulheres já passaram pelo programa, sem registro de retorno ao convívio com o agressor entre as atendidas.

Ela também citou o espaço Empreender Mulher, definido como um coworking público feminino voltado à geração de renda, qualificação profissional e empreendedorismo, que já atendeu mais de 700 mulheres.

Durante a entrevista, Fernanda afirmou ainda que a política municipal passou a adotar metas obrigatórias voltadas às mulheres em diferentes secretarias, dentro de uma lógica de orçamento sensível a gênero e raça.

Ao comentar a participação feminina nos espaços de decisão, ela defendeu maior representatividade e afirmou que políticas de proteção e igualdade devem permanecer como prioridade permanente do poder público.

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