Apoio da Jovem Fla a Leonardo Picciani revolta torcedores do Flamengo
A decisão de uma das maiores torcidas organizadas do Flamengo de entrar publicamente na campanha eleitoral provocou forte reação entre rubro-negros. A Jovem Fla anunciou nesta segunda-feira (17) apoio à candidatura do ex-ministro Leonardo Picciani a deputado federal pelo Rio de Janeiro, e a publicação rapidamente virou alvo de críticas nas redes sociais.
As informações foram divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a coluna, dezenas de torcedores reagiram ao anúncio demonstrando insatisfação com o posicionamento político adotado pela organizada. Entre os comentários, apareceram termos como “vergonha”, “piada” e “absurdo”.
Parte das críticas também se concentrou no histórico da própria Jovem Fla. Torcedores apontaram o que consideram uma contradição entre símbolos utilizados pela organizada ao longo dos anos e o apoio eleitoral a Leonardo Picciani.
Entre os exemplos mencionados estão referências a Che Guevara, cuja imagem já apareceu em bandeiras da torcida como símbolo de rebeldia, e ao aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Iraniana. A figura do religioso também já foi utilizada em faixas da organizada no contexto da rivalidade com o Fluminense.
O sobrenome Picciani também voltou ao centro das discussões. Na eleição de 2022, Leonardo disputou uma vaga sem utilizar “Picciani” na identificação apresentada ao eleitor e não conseguiu se eleger. Quatro anos depois, o apoio público da Jovem Fla colocou novamente o nome em evidência, agora em meio à campanha eleitoral de 2026.
Com o aumento das manifestações contrárias, a Jovem Fla decidiu limitar os comentários na publicação e divulgou uma mensagem defendendo o direito de assumir posicionamentos políticos. “Apoiar candidatos diferentes faz parte de uma democracia saudável”, escreveu a torcida, acrescentando que “opiniões diferentes não precisam gerar conflitos”.
Um integrante da Jovem Fla também atribuiu parte da reação negativa a um suposto movimento coordenado nas redes sociais. Segundo ele, perfis falsos e contas ligadas a outros candidatos estariam participando dos ataques à publicação. Até o momento, porém, não foram apresentadas evidências que permitam confirmar a existência de uma ação coordenada.
A controvérsia acontece logo no início oficial da campanha eleitoral de 2026 e mostra como o envolvimento político de uma torcida organizada pode rapidamente ultrapassar as arquibancadas e provocar uma forte divisão entre rubro-negros nas redes sociais.
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