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Pastor Marcio Poncio, Adilsinho e Rodrigo Bacellar são alvos de operação da PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho (CV). Entre os alvos dos mandados de prisão estão o pastor Marcio Poncio, o contraventor e Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar.

A nova etapa dá continuidade a uma investigação iniciada no fim de 2025 e que, ao longo dos últimos meses, passou a atingir políticos, integrantes do Judiciário e pessoas suspeitas de favorecer a facção criminosa com informações privilegiadas. Adilsinho e Bacellar já estão presos. 

Segundo a Polícia Federal, o inquérito apura uma rede responsável por repassar dados sigilosos de operações policiais, comprometendo ações de combate ao crime organizado no estado.

Como a investigação começou

A Operação Unha e Carne foi deflagrada pela primeira vez em dezembro de 2025. Na ocasião, Rodrigo Bacellar, então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), tornou-se o principal alvo da investigação.

De acordo com a PF, ele teria vazado informações da Operação Zargun, realizada contra o Comando Vermelho, beneficiando o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, apontado como articulador político da facção.

Ainda em dezembro, uma segunda fase da operação levou à prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A suspeita é que as informações sigilosas tenham saído do Judiciário antes de chegarem a Bacellar e, posteriormente, aos investigados ligados ao Comando Vermelho.

Prisões e avanço das apurações

Em março de 2026, a terceira fase da operação resultou em uma nova prisão de Rodrigo Bacellar, desta vez após a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a apresentação de denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Foi nesse momento que a Polícia Federal passou a vincular formalmente a investigação à ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, sustentando que o suposto esquema de vazamentos comprometia operações de segurança pública voltadas ao enfrentamento do crime organizado.

Fonte: Agenda do Poder

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