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Corte de verbas atinge universidades de Campos

As universidades de Campos dos Goytacazes enfrentam mais um ano de restrição orçamentária em 2025. UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro), IFF (Instituto Federal Fluminense) e o polo local da UFF (Universidade Federal Fluminense) iniciaram o semestre letivo com repasses reduzidos e sem perspectiva de recomposição financeira.

Na UENF, o Governo do Estado liberou apenas R$ 210 milhões dos R$ 310 milhões previstos no orçamento de 2025 até agosto, o que representa uma execução de pouco mais de 67%. A universidade já reduziu contratos terceirizados, suspendeu parte da manutenção predial e já enfrentou atrasos no pagamento de bolsas de iniciação científica e de pós-graduação em 2025. Professores alertam que, se o ritmo continuar, programas de pesquisa podem ser interrompidos ainda este ano.

O IFF, que conta com três campi em Campos, também sofre com a tesoura federal. O Ministério da Educação anunciou em junho um contingenciamento de R$ 2,4 bilhões para universidades e institutos federais em todo o país, dos quais cerca de R$ 8 milhões atingem diretamente o IFF. Em Campos, o impacto já é visível: Dificuldades na manutenção de auxílios estudantis, suspensão de obras de ampliação e problemas para manter laboratórios funcionando. Técnicos e docentes discutem nova paralisação ainda no segundo semestre.

Já a UFF em Campos, que oferece cursos de História, Geografia e Ciências Sociais, vive situação semelhante. A instituição perdeu R$ 42 milhões em seu orçamento global de 2025, segundo dados da própria reitoria, e a prioridade tem sido manter o funcionamento básico do campus. Projetos de expansão foram congelados, a contratação de professores segue travada e estudantes relatam riscos de atrasos na liberação de auxílios permanência.

Em comum, as três instituições denunciam que os cortes de 2025 aprofundam a precarização e limitam a capacidade de formar mão de obra qualificada em uma região estratégica para o Brasil, marcada pela presença da indústria do petróleo, do agronegócio e da logística.

“Estamos diante de um quadro em que a universidade não consegue garantir nem o custeio básico. A pesquisa e a extensão ficam em segundo plano”, afirmou um representante sindical da UENF.

A crise reacendeu mobilizações de servidores e estudantes, que prometem ampliar protestos em Campos nas próximas semanas.

Fonte: Ururau

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