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Deputado Vitor Junior segue na disputa pela presidência da Alerj representando o campo de oposição a Douglas Ruas

O deputado estadual Vitor Junior, líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), segue como um dos principais nomes na disputa pela presidência da Casa, sendo oposição à candidatura de Douglas Ruas (PL).

Em um momento decisivo para o futuro do Estado do Rio de Janeiro, Vitor Junior enfatizou que é fundamental retirar as instituições desse clima de medo e incerteza que levou a Alerj e o Governo do Estado a perder a credibilidade junto à sociedade, aos órgãos de controle, fiscalização e judiciário.

“Meu esforço neste momento está concentrado na construção de unidade dentro da Alerj. O nome que representar a oposição contra o grupo político liderado por Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar e Altineu Côrtes precisa ter capacidade de unir a Assembleia e contribuir para a pacificação do ambiente político no estado e principalmente entre as três esferas de poder. Não podemos permitir instabilidade entre as instituições. É fundamental, neste momento, garantir condições para que o governador interino Ricardo Couto possa assegurar o funcionamento da máquina pública”, afirmou o parlamentar.

Vitor Junior reforçou que sua candidatura reúne as condições necessárias para consolidar uma frente ampla e unificada entre os partidos de centro e esquerda na Alerj, incluindo legendas como PSD, PT, PSOL, PSB, PCdoB, MDB e o próprio PDT. O deputado acredita que seu nome tem maior capacidade de convergir apoio entre os parlamentares mais alinhados à esquerda, grupo que considera estratégico para a construção de uma frente sólida de oposição ao PL dentro da Assembleia.

“A oposição precisa estar unida, e isso passa pelo apoio de partidos como o PSOL. Coloco meu nome à disposição como parte desse esforço coletivo de construção de unidade política, sempre pautado pelo diálogo e pela responsabilidade pública. Diferente de Douglas Ruas, meu interesse é ser presidente da Alerj, e não governador interino, utilizando a máquina do Estado de forma eleitoreira”, disse o parlamentar.

Ao longo da próxima semana, de acordo com Vitor Junior, as conversas com os deputados estaduais e também com o ex-prefeito Eduardo Paes, serão intensificadas, buscando, de forma conjunta, a definição do melhor projeto para o Rio de Janeiro, um projeto que represente segurança e estabilidade.

“O nome do deputado Douglas Ruas simboliza tudo aquilo que o estado não pode mais aceitar: o caos, a instabilidade e a política baseada na incerteza. Não podemos mais permitir que o medo continue guiando a política em nosso estado. O Rio de Janeiro precisa de previsibilidade e respeito às instituições”, enfatizou.

Líder da bancada do PDT na Alerj, Vitor Junior também destacou a atuação do partido na Justiça, que resultou na suspensão da sessão extraordinária que havia definido a presidência da Casa, quando Douglas Ruas chegou a ser eleito presidente em uma votação relâmpago. A decisão ocorreu após questionamento de parlamentares da oposição que denunciaram.

O parlamentar citou ainda que o partido acionou o TJ-RJ para viabilizar o voto secreto na eleição para presidente da Alerj. Na ação, o PDT sustenta que há um ambiente de “coação política” e “perseguição” dentro da Alerj, o que comprometeria a liberdade dos deputados estaduais na tomada de decisões.

Como parte dos argumentos apresentados à Justiça, a sigla anexou ao processo uma lista de assessores exonerados em massa no dia 27 de março de 2026. As demissões ocorreram um dia após a eleição interna da Casa — posteriormente anulada pelo Judiciário — e, de acordo com o partido, não tiveram justificativa técnica. Vitor Junior enfatiza que o pedido não se trata apenas de uma questão regimental, mas de garantia democrática.

“O que está em jogo é a liberdade do parlamentar de votar sem sofrer qualquer tipo de pressão. O voto secreto, neste momento, é uma proteção à democracia e à independência da Assembleia”, afirmou o parlamentar que também criticou as exonerações ocorridas após a eleição anulada. “Não houve justificativa técnica para essas demissões. O que vimos foi um movimento claro de retaliação política, que gera insegurança e constrangimento dentro da Casa”, acrescentou.

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