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Planilhas do bicheiro Adilsinho apontam R$ 10 milhões em pagamentos a aliados da família Bolsonaro no Rio

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal durante uma investigação sobre o jogo do bicho e o comércio ilegal de cigarros no Rio de Janeiro apontam supostos pagamentos que ultrapassam R$ 10 milhões a cinco políticos ligados ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os documentos foram encontrados em 2022, durante a Operação Smoke Free, e analisados posteriormente no âmbito da Operação Unha e Carne. De acordo com o ICL Notícias, os registros fazem parte da investigação sobre a organização atribuída ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.

Entre os maiores valores anotados estão R$ 5,43 milhões relacionados ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, e R$ 3,63 milhões atribuídos ao ex-governador Cláudio Castro.

Também aparecem nas planilhas o ex-secretário estadual Gutemberg Fonseca, com R$ 727,9 mil; o deputado federal Hélio Lopes, com R$ 323,2 mil; e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência Alexandre Ramagem, com R$ 91,8 mil.

Segundo relatórios da PF reproduzidos pela reportagem, as planilhas podem representar uma espécie de contabilidade paralela e um possível mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político. Os investigadores destacam, porém, que as anotações precisam ser confrontadas com dados bancários, fiscais, eleitorais e prestações de contas.

Os documentos não informam quando os supostos repasses teriam ocorrido nem comprovam, isoladamente, que os valores anotados foram efetivamente pagos.

Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar, Gutemberg Fonseca e Hélio Lopes negaram qualquer recebimento de recursos do grupo investigado. Bacellar também rejeitou a conclusão de que seria identificado pelo codinome “Barba”. Alexandre Ramagem foi procurado pelo ICL Notícias, mas não se manifestou até a publicação da reportagem.

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