Reunião da oposição na Alerj avalia nome de Vitor Junior para presidência
Deputados de oposição na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) se reuniram nesta terça-feira (31), no gabinete da deputada Elika Takimoto (PT), para discutir a escolha de um nome para disputar a presidência da Casa na nova eleição que será realizada após a suspensão da votação que havia colocado Douglas Ruas (PL) no cargo.
No encontro, que reuniu parlamentares de PT, PDT, PSOL, PCdoB, PSB e PSD, ganhou força o nome do deputado Vitor Junior (PDT). A avaliação entre os presentes é que o parlamentar de Niterói tem perfil para unificar diferentes correntes políticas e construir uma candidatura de consenso.
Vitor Junior foi um dos autores do mandado de segurança que levou a Justiça do Rio a anular a eleição relâmpago realizada na última semana.
Apesar do avanço nas articulações, os partidos ainda devem discutir internamente o apoio ao nome. Novas rodadas de negociação estão previstas antes de uma definição.
Resistência derruba outro nome
Antes de Vitor Junior despontar como favorito, o deputado Chico Machado (Solidariedade) era visto como possível candidato da oposição, com apoio de aliados do ex-presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil) e de setores ligados ao prefeito Eduardo Paes (PSD).
No entanto, a resistência de partidos como PCdoB e PSOL, além da falta de apoio recente de Paes, levou o parlamentar a desistir da disputa. Conforme o Agenda do Podermostrou, após o enfraquecimento das possibilidades de sua candidatura Chico Machado passou a analisar a possibilidade de trocar o Solidariedade pelo PL.
Nova eleição só após 14 de abril
A escolha do novo presidente da Alerj depende da conclusão do processo de retotalização dos votos das eleições de 2022, conduzido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).
Para deputados que participaram da reunião, o prazo — que vai até 14 de abril — abre espaço para intensificar as articulações políticas nos próximos dias.
Entenda o impasse
No dia 26, Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj em votação única, com 45 votos favoráveis e sem concorrentes. A sessão durou cerca de 30 minutos e foi marcada pelo boicote da oposição, com 24 deputados ausentes.
Ainda no mesmo dia, o Tribunal de Justiça do Rio anulou a eleição, após questionamentos sobre a legalidade da convocação. Com a decisão, o comando da Casa voltou ao vice-presidente Guilherme Delaroli (PL), enquanto o presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto, segue como governador em exercício.
Além da presidência da Alerj, deputados também discutem o cenário para um eventual mandato-tampão ao governo do estado. A indefinição sobre se a eleição será direta ou indireta ainda dificulta a consolidação de candidaturas.
Fonte: Agenda do Poder
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